Serão realizadas ações integradas para a população de rua de Santos

A Prefeitura de Santos, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lançou ontem o Projeto Integrado de Pesquisa e Extensão com o intuito de mapear o número e as características das pessoas que hoje vivem na rua. A ação faz parte do Programa Novo Olhar, pacote de medidas na área de assistência social com foco nas ações de acolhimento ­humanizado e na busca por soluções para a questão. A base de dados será desenvolvida por alunos da Fatec Rubens Lara.

Segundo o Pró-Reitor Adjunto de Graduação da Unifesp, Fernando Kinker, o estudo envolverá diversos atores sociais, tais como docentes, alunos, trabalhadores e usuários dos equipamentos sociais da Prefeitura.

“A população de rua é o grupo social que mais expressa as desigualdades e contradições e mapear esse público é pensar também em projetos de formação para melhorar a qualidade de vida e tirar essas pessoas dessa condição”, ­destaca.

A pesquisa começa em outubro, com dados preliminares disponibilizados já em dezembro. Quando concluída, renderá um livro para compilação das informações coletadas. O material também será tema de palestras e seminários.

Enfrentar a situação do crescimento do número de pessoas em situação de rua na cidade – levantamento do Diário apontou que em um ano cresceu em 18% o número de pessoas nessas circunstancias na Baixada – e criar respostas de forma coletiva: de acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Jordão, esse é o principal objetivo do Programa Novo Olhar.

“Vamos acrescentar três pontos no serviço que já existe hoje: o primeiro é o fortalecimento da rede que ganha mais uma equipe de atenção social composta por três operadores concursados que já foram capacitados para exercer essa função e atenderão demandas específicas e emergenciais que surjam ao longo do dia pelos nossos canais de atendimento. Enquanto isso as outras cinco equipes farão o monitoramento de rotina pelas ruas”, aponta Jordão.

Além disso, a Prefeitura passará a adotar um sistema informatizado de ocorrências, atualizando em tempo real as informações das abordagens e os dados dos assistidos pela Secretaria de Assistência Social. “Hoje tudo é anotado em um livro ata, o que onera o serviço. As equipes ganharão tablets para otimizar o tempo”, pondera o secretário, acrescentando que o engajamento da sociedade nesse processo é fundamental para a efetividade das políticas públicas voltadas para população em situação de rua.
“Queremos aproximar grupos altruístas que já fazem esse trabalho e oferecer a estrutura da Prefeitura para que as ações possam ser desenvolvidas de melhor forma. Por exemplo, quem entrega alimentos poderá usar o Bom Prato do Mercado para fazer essa entrega. Isso não significa que eles serão proibidos de desenvolver suas ações independentes e sem esse apoio”, destaca Jordão.

De acordo com o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, para mudar a realidade deste cenário é preciso trabalho em conjunto. Prefeitura, sociedade civil e entidades de ensino.

Confira a lista de locais e público atendido:

Centro Pop: voltado ao fortalecimento de vínculos pessoais, visa o processo gradativo de saída da rua, disponibilizando espaços para higienização e guarda de pertences.

Serviços de Acolhimento: oferecem atendimento especializado, compreensão da história de vida pessoal, fortalecendo vínculos familiares a comunitários.

Albergue Noturno: adultos, idosos e famílias.

Casa das Anas: para mulheres com ou sem filhos.

Seacolhe-AIF: para adultos, idosos e famílias.

Seacolhe-AIF: para adultos e idosos.

Fonte: Diário do Litoral

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