Estivadores do Porto de Santos entrarão em greve no dia 1° de agosto

Em campanha salarial, os estivadores da Baixada Santista entrarão em greve às 7h da próxima quarta-feira (1º). Serão 6 horas de paralisação em todo o Porto de Santos e 72 horas nos terminais de contêineres. De acordo com o Sindicato dos Estivadores (Sindestiva), a paralisação, definida nesta quinta-feira, em assembleia, é uma resposta à indisposição dos patrões em negociar.

Os estivadores pedem melhores condições de trabalho desde dezembro do ano passado, quando o sindicato entregou a primeira pauta de reivindicações para a campanha salarial de 2018, com data-base em março.

Diretor do Sindestiva, Sandro Olímpio da Silva, o Cabeça, explica que a paralisação marcada para a próxima semana – a terceira neste ano – é motivada pela intransigência do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp).

“Nós vínhamos em negociação e, na última reunião, apresentamos uma proposta. O Sopesp negou e não apresentou uma contraproposta, deixando claro na resposta que só pretende negociar para data-base de março de 2019, sendo que estamos na campanha salarial deste ano”.

O Sindestiva propôs, entre outras coisas, o retorno da escalação com 50% de avulsos e 50% de vinculados, algo que o Sopesp se recusa a negociar. Em resposta, a entidade patronal disse que cumpre a decisão de 2015 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que, atualmente, garante o emprego de 75% de mão de obra própria pelos terminais.

Por conta do imbróglio, a greve começará com uma paralisação de 6h da estiva em todo o porto. Daí em diante, só os estivadores dos terminais de contêineres continuarão de braços cruzados até 7h da próxima sexta-feira.

Outro lado

A Câmara de Contêineres do Sopesp disse que tem negociado com os estivadores, que cumpre a decisão do TST de 2015 e que se dispôs a analisar a utilização do trabalho avulso a partir de março do próximo ano, se houver “proposta viável” do Sindestiva.

Segundo a nota do Sopesp, as empresas “aplicaram o reajuste com o INPC integral para as remunerações dos estivadores desde 1º de março passado e, em 27 de abril, apresentaram um texto completo para o novo acordo coletivo de vinculados”.

Sobre a escalação de trabalhadores, o Sopesp disse que a proposta do Sindestiva é inviável, mas que respondeu ao sindicato que “haveria tempo para novas reuniões e diálogos, para eventual aplicação em março de 2019, já que, até tal data, cumpre o que determina o acórdão do TST

Fonte: atribuna.com.br

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